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A Biblioteca da Inês

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Dom | 02.09.18

Muita calma nessa hora

Inês Martelo

Setembro já chegou e é para muitos um momento de viragem. Após a reflexão de verão, em que nos conseguimos aperceber do que resultou melhor e menos bem, setembro costuma vir acompanhado para muitos de novas resoluções, novos hábitos e novas formas de estar para o decorrer do próximo ano.

Para quem, de qualquer maneira possível, está envolvido no recomeço escolar... Bem, boa sorte! Apesar de o ano letivo começar oficialmente entre 12 e 17 deste mês, para muitos (sobretudo valências de creche, pré-escolar e CATL/CAF) a entrada ou reentrada para a escola começa amanhã. Sejam profissionais, pais ou crianças, um pequeno conselho de quem já viveu isto algumas vezes: muita calma nessa hora. Setembro é um mês desgastante para todos, pois não só é o retomar das rotinas e o regresso aos horários para cumprir, como também traz a ansiedade das adaptações.

As férias, claro está, são fundamentais para todos: descansamos e conseguimos quebrar a rotina, fazer atividades que frequentemente não são possíveis de realizar no nosso dia-a-dia, conhecer sítios novos, estarmos mais tempo com quem mais amamos e inspirar-nos no que nos rodeia. Mas sejamos sinceros: voltar, apesar de fundamental, é simplesmente uma treta!

Então, claro está, setembro é sempre um dos meses mais stressantes e no qual, sobretudo nos adultos, o autocontrolo tem de estar o mais desenvolvido possível. As birras, o choro na despedida e a adaptação a uma nova sala/amigos/adultos gera sempre ansiedade, por mais ligeira que seja, sendo, simultaneamente, essencial que haja um clima de tranquilidade e segurança. É uma gestão semelhante a fazer malabarismo enquanto se pedala num monociclo, que vai em cima de um elefante, que por sua vez se está a equilibrar numa bola, enquanto tudo à volta está a arder. Sim, é tipo isso.

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Por isso, agora especialmente para os colegas, animem-se, é difícil, mas todos conseguimos. Estamos frescos e fofos, prontos para arregaçar as mangas! E ainda sabemos de antemão que, no final do mês, os meninos já nem parecem as criaturas estranhas dos primeiros dias, já se tendo tornado nos nossos meninos.

Bom ano letivo