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A Biblioteca da Inês

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Seg | 24.09.18

"Heróis da Horta" de Ulf Stark e Charlotte Ramel

Inês Martelo

Após uma grande ausência (quase imperdoável, ainda por cima logo no início da vida deste blog, mas já sabemos que setembro é aquela base), regresso com mais um livro, desta vez para os mais velhinhos. O livro que trago hoje é "Heróis da Horta", escrito por Ulf Stark e ilustrado por Charlotte Ramel, das edições TORVA.

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E sim, esta publicação vai parecer patrocinada pelo IKEA, mas não, senhoras e senhores, este post não teve qualquer patrocínio por trás. Escolhi este livro porque as minhas novas criaturas andam fascinadas com tudo o que seja terra, relva, verduras, árvores/tronco e outros elementos da natureza que consigam enfiar na boca e/ou sujar a roupa. Assim, em conferência de equipa de sala, chegamos à conclusão de que seria bastante adequado levar estas crianças à horta da escola, para lhes proporcionarmos a oportunidade de estarem em contacto com a terra e iniciarmos experiências de germinação. Então, aproveitei o útil ao agradável, já que estou num domingo de dolce far niente de preparação da semana, aproveitei para partilhar também convosco este livro.

Já abordei a horta anteriormente, também com grupos de creche, e de acordo com o que vivenciei, o contacto com a terra e o cultivo de alimentos é uma excelente oportunidade para levá-los a experimentarem novos sabores/texturas por ter sido colhido por eles. É uma ótima estratégia para os levar a comer saladas, sopas com legumes inteiros e saladas de frutas. O simples ato de serem eles a plantarem, cuidarem, colherem e prepararem dá-lhes uma outra motivação para o almoço e resolve muitas das ansiedades nesta hora tão difícil. Já sem falar em todo o tempo ao ar livre e os benefícios que traz o brincar no exterior.

Mas voltando ao livro, os "Heróis da Horta" foram adquiridos já em 2011 numa das minhas muitas visitas do IKEA, uma vez que a parte infantil tem excelentes brinquedos e livros, com muitas utilidades e vantagens pedagógicas e, na minha opinião, com preços bastante acessíveis. Trouxe-o simplesmente porque sim, já suspeitava na altura que seria um tema recorrente no trabalho em sala e apaixonei-me pelas ilustrações, foi daqueles em que nem pensei muito, foi simplesmente amor à primeira vista.

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É um livro com todas as características para os mais velhos (a partir dos 5 anos): tem bastante texto com letra pequena, páginas finas e ilustrações bastante detalhadas, as quais é necessário descortinar com bastante atenção, para que não nos escape nenhum pormenor. Até as guardas são deliciosas, apesar de com bastantes detalhes.

Contudo, eu penso que todos os materiais, até os livros, podem ser adaptados para qualquer idade, dependendo daquilo que queremos fazer dele. Como quero apresentá-lo a um grupo de 24-36 meses, vou naturalmente encurtar bastante a estória, contando só os momentos chave, assim como não vou analisar com muita profundidade os promenores das imagens. Interessa-me a mim que eles entendam alguns aspetos chave, tais como:

  • Alguns dos legumes que lhes são familiares às refeições (cenouras, bróculos, alface) vêm da terra e são comprados em mercados/supermercados;
  • Para os cultivarmos é fundamental termos disponíveis água e luz do sol;
  • Para mexermos na terra podemos usar alguns utensílios como pás, luvas, ancinhos.

Ainda assim, para alguns deles estes conceitos são ainda um tanto ou quanto vagos. Como tal, vou aproveitar o meu cesto de vegetais de feltro, adquirido mais recentemente, mas também no IKEA. Para uma primeira abordadem e para ser mais clara naquilo de que pretendo falar, irei utilizá-los ao longo da dinamização da estória.

Sim, vegetais e legumes reais também entrarão em cena mais tarde neste percurso de exploração da horta, mas para já pretendia que eles percebessem as principais características e que até os introduzissem na sua brincadeira de dramatização. É engraçado pois estes vegetais respeitam as principais características e proporções dos vegetais que caracterizam e inclusivamente dá para tirar e pôr (com velcro) as folhas da alface.

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E por aí? Já conheciam o IKEA como um importante recurso? O que costumam fazer para abordarem a Horta?